Ação da PM em baile funk deixa nove pessoas mortas em São Paulo

Da Revista Fórum

 

Oito homens e uma mulher morreram após uma ação da Polícia Militar do estado de São Paulo. As mortes ocorreram durante um baile funk na comunidade de Paraisópolis, Zona Sul da capital Paulista. Estima-se que cerca de cinco mil pessoas estivessem no local.

A PM realizava a Operação Pancadão, que visa “garantir o direito de ir e vir do cidadão e impedir a perturbação do sossego, fiscalizando a emissão ruídos proveniente de veículos”, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

Pessoas que estavam na festa afirmam que os policiais armaram uma emboscada. Uma adolescente de 17 anos ficou ferida durante a confusão e disse que a PM começou a agredir os frequentadores do baile. “Eu não sei o que aconteceu, só vi correria, e várias viaturas fecharam a gente. Minha amiga caiu, e eu abaixei pra ajudá-la. Quando me levantei, um policial me deu uma garrafada na cabeça. Os policiais falaram que era pra colocar a mão na cabeça”.

A versão da Polícia Militar é que dois homens em uma motocicleta teriam atirado contra os agentes. A dupla fugiu em direção ao baile funk, ainda efetuando disparos, o que causou tumulto entre os frequentadores do evento.

“É uma rua com duas ou três saídas. Eles fecharam e coagiram. Atiraram com arma de fogo – não só com bala de borracha. Bateram com cassetete, fora spray de pimenta. Eles estavam só curtindo. Os policiais fecharam a rua. Teve corre-corre, pisoteamento de adolescente. Gás de pimenta, bala de borracha, e ainda estavam agredindo pessoas. Foi um policial que atacou garrafa de vidro na minha filha”, disse a mãe da jovem ferida.

“Aparentemente, foi uma ação desastrosa da PM que gerou tumulto e mortes. Não se justifica esse tipo de ação. Deveria ter um planejamento melhor”, comentou Ariel de Castro Alves, advogado, conselheiro do Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos).

Nas redes sociais circulam vídeos que mostram policias agredindo os frequentadores da festa.

fonte: https://www.sul21.com.br/ultimas-noticias/geral/2019/12/acao-da-pm-em-baile-funk-deixa-nove-pessoas-mortas-em-sao-paulo/

 


Nove jovens morrem pisoteados em baile funk de Paraisópolis após ação policial

De acordo com a Polícia Militar, policiais usaram “munição química” para dispersar multidão que, supostamente, atacou PMs com latas e garrafas

 
 Vista geral da favela de Paraisópolis, zona sul da capital paulista.
Vista geral da favela de Paraisópolis, zona sul da capital paulista.EVELSON DE FREITAS (ESTADÃO CONTEÚDO)

Uma ação da Polícia Militar no Baile da 17, um dos mais conhecidos de São Paulo e realizado na favela do Paraisópolis, zona sul, terminou com nove pessoas mortas na madrugada deste domingo. De acordo com a PM, policiais da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) entraram na comunidade durante uma perseguição a homens armados fugindo com motocicletas. A versão oficial também diz que os suspeitos atiraram contra a polícia.

Um morador da comunidade que estava no baile funk disse que “essa foi uma das piores” ações da PM na favela. Segundo ele, “a 17 [rua onde acontece o baile funk] é bem concentrada em uma rua encruzilhada, e eles [PMs] chegaram pelas quatro ruas, por isso não tinha para onde correr”.

O morador contou que tinha “viatura para todo canto”. Em outros bailes, a única opção usada pelos frequentadores de escapar das ações truculentas da PM, segundo o morador, “sempre foram as vielas, mas desta vez os policiais desceram e foram atrás”.

O jovem ainda disse que os policiais militares sempre dispersaram o baile funk da região “com muita opressão, mas nunca foram atrás das pessoas para esculachar”.

Conforme os primeiros registros sobre as mortes no 89º Distrito Policial (Portal do Morumbi), quando os PMs entraram na comunidade usaram “munições químicas” para dispersar o baile funk. Os frequentadores teriam atirado garrafas e latas nos PMs, o que teria iniciado a confusão.

Por meio de nota, a União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis disse que o Baile da 17 sofre ações policiais com frequência, mas “nesta madrugada, jovens foram encurralados em becos e vielas e foram levados a caminho da morte, e quem deveria proteger está gerando mais violência”. A organização dos moradores e comerciantes ainda diz que “não foi acidente” a ocorrência com mortes.

“Não aceitaremos calados, exigimos justiça com a punição dos culpados. Paraisópolis e as comunidades precisam de ações sociais para enfrentar suas dificuldades. Mais do que remediar, precisamos prevenir. Chega de violência, queremos paz”, diz a nota.

Vídeos obtidos pela reportagem mostram policiais militares no meio de uma das ruas da favela agredindo indiscriminadamente as pessoas que tentavam deixar o Baile da 17. Dos vídeos a que a reportagem teve acesso, nenhum registra ataques contra os policiais.

O porta-voz da Polícia Militar, tenente-coronel Emerson Massera, disse que diversos vídeos estão sendo acrescentados no inquérito policial militar instaurado para apurar a ocorrência, e as imagens apontam abusos de policiais militares. No entanto, ele diz que precisa verificar ainda se os vídeos corresponde à ação desta madrugada.

Uma das vítimas da é Denys Henrique, que faria 17 anos neste mês de dezembro. Ele era morador do bairro do Limão, na zona norte paulistana, e gostava de frequentar bailes funk nos finais de semana. Segundo a mãe dele, que estava na porta do Hospital do Campo Limpo, essa foi a primeira vez que Denis foi ao Baile da 17, já que costumava frequentar os mais próximos da casa dele. “Ele não soube se defender”.

Para o advogado Ariel de Castro Alves, membro do Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos), “aparentemente, foi uma ação desastrosa da PM que gerou tumulto e mortes”.

De acordo com o ouvidor de polícia de São Paulo, Benedito Mariano, “toda intervenção em bailes funk tem que chegar antes, [porque] intervir onde tem 5 mil pessoas na rua o conflito é inerente”. Mariano disse ainda que entrou em contato com a Corregedoria da PM e pediu para que o caso não seja apurado pelo batalhão da área, como normalmente costuma acontecer.

Por meio de nota oficial, a Secretaria Municipal da Saúde informou que 20 pessoas deram entrada em unidades de saúde da rede municipal. A AMA Paraisópolis atendeu 12 pessoas, e duas delas foram transferidas para o Hospital do Campo Limpo. A UPA e o Pronto Socorro do Campo Limpo receberam outras oito pessoas que chegaram a ser atendidas, mas foram a óbito. Das duas pessoas transferidas da AMA Paraisópolis, apenas uma continua internada no Hospital do Campo Limpo. A outra deixou a Unidade acompanhada de familiares.

Já a Secretaria Estadual de Saúde disse não ter conhecimento de atendimento às vítimas da ação em Paraisópolis em suas unidades.

No Twitter, o governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que “lamenta profundamente” as mortes em Paraisópolis. Ele também afirmou que “determinou ao Secretário de Segurança Pública, General Campos, apuração rigorosa dos fatos para esclarecer quais foram as circunstâncias e responsabilidades deste triste episódio”.

MAIS INFORMAÇÕES

fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/12/01/politica/1575231183_154631.html

 

Doria assassino! todos ao MASP esta 5ª contra chacina de Paraisópolis
 
É preciso colocar na ordem do dia a palavra de ordem de Fora Doria! e fim da PM!
 
 
Favela do Paraisópolis
(C_Fernandes/Getty Images)
 
 

Neste domingo, dia 1º de dezembro, a polícia fascista do governador de São Paulo, João Dória Jr. (PSDB), reprimiu brutalmente um baile funk na comunidade de Paraisópolis, uma das maiores do País e a segunda maior de São Paulo. A repressão resultou na morte de 9 pessoas, pisoteadas pela multidão desesperada para fugir dos tiros e do gás lacrimogêneo.

A conduta da PM mostra o total desrespeito pela vida humana, atirando contra uma multidão de jovens em uma comunidade carente, ainda mais, a decisão, aliada a outros massacres realizados pelas forças policiais paulistas, mostra uma política deliberada de extermínio da população pobre.

Face a esse disparate, o Comitê de Luta contra o golpe de São Paulo, o comitê de Luta contra o golpe dos estudantes da USP, apoiados pelo Coletivo de Negros João Cândido, a Aliança da Juventude Revolucionária e o Partido da Causa Operária, convocam um ato para o MASP nesta quinta-feira às 19h para protestar contra esse brutal massacre da população pobre, jovem e negra de São Paulo.

A população de Paraisópolis foi às ruas gritando “Doria a Culpa é sua!”, é preciso tirar as conclusões desta palavra de ordem correta, é preciso a saída do governador bolsonarista João Dória. Fora Dória!

É preciso também exigir o fim da polícia militar, instrumento de guerra contra a população. Fim da PM já!

 

fonte: https://www.causaoperaria.org.br/doria-assassino-todos-ao-masp-esta-5a-contra-chacina-de-paraisopolis/

CopyLeft Sapiens. 2019 Brasil