“Não sou co-autor do livro do cardeal Sarah”

“O papa emérito Bento XVI não foi informado sobre a publicação do livro que aborda a questão do sacerdócio e do celibato”, informa Gänswein, secretário particular de Joseph Ratzinger.

A informação é publicada pela agência católica austríaca KathPress, 14-01-2020.

O nome e a imagem de Bento XVI devem ser retirados da capa do livro. No entanto, a parte principal do livro é “100 por cento Bento”.

No jornal La Repubblica,14-01-2020, Gianfranco Svidercoschi, jornalista que durante mais de 60 anos segue a vida do Vaticano e já foi vice-diretor do Osservatore Romano, questiona: “Como é possível que um homem nas condições de Ratzinger possa escrever um texto do gênero? Há a forte suspeita que ele foi usado”.

 

Kathpress@Kathpress_Wien
 
 

Benedikt XVI.: Ich bin nicht Co-Autor des Buches von Kardinal Sarah - Privatsekretär Gänswein: Emeritierter Papst war nicht über tatsächliche Form und Aufmachung von Buch über Priestertum und Zölibat informiert http://www.kathpress.at/goto/meldung/1845658/benedikt-xvi.-ich-bin-nicht-co-autor-des-buches-von-sarah 

Benedikt XVI.: Ich bin nicht Co-Autor des Buches von Sarah

Privatsekretär Gänswein: Emeritierter Papst war nicht über tatsächliche Form und Aufmachung von Buch über Priestertum und Zölibat informiert - Name und Bild Benedikts XVI. soll von Buchcover entfernt...

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Joshua McElwee
 
@joshjmac
 

News: German-language report now that retired Pope Benedict XVI has asked for the removal of his name and image for book on clerical celibacy initially said to be coauthored with @Card_R_Sarah https://twitter.com/Kathpress_Wien/status/1217047852108734465 

Kathpress@Kathpress_Wien
 

Benedikt XVI.: Ich bin nicht Co-Autor des Buches von Kardinal Sarah - Privatsekretär Gänswein: Emeritierter Papst war nicht über tatsächliche Form und Aufmachung von Buch über Priestertum und Zölibat informiert http://www.kathpress.at/goto/meldung/1845658/benedikt-xvi.-ich-bin-nicht-co-autor-des-buches-von-sarah 

Joshua McElwee
 
@joshjmac
 

Benedict does not deny involvement in writing an essay in the book, but says he did not work on the introduction and conclusion, as originally stated. (This appears to contradict a statement only 90 minutes ago by @Card_R_Sarah)

 
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Austen Ivereigh@austeni
 
 

Il Papa questa mattina prega “perché tutti i battezzati abbiano "l’autorità" … “che non consiste in comandare e farsi sentire, ma nell’essere coerente, essere testimone e per questo, essere compagni di strada nella via del Signore". https://www.vaticannews.va/it/papa-francesco/messa-santa-marta/2020-01/papa-francesco-santa-marta-autorita-testimoni-coerenza.html 

Il Papa: l'autorità non è comando, ma coerenza e testimonianza - Vatican News

Quanto male fanno i cristiani "incoerenti" e i pastori "schizofrenici" che non danno testimonianza allontanandosi così dallo stile del Signore, dalla ...

vaticannews.va
 
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fonte: http://www.ihu.unisinos.br/595586-nao-sou-co-autor-do-livro-do-cardeal-sarah


“É incompreensível que quem destituiu teólogos por não se submeterem ao magistério papal, seja agora quem se opõe ao Papa”, afirma José María Castillo

Em defesa do papa Francisco.

"Se, efetivamente, é certo que o papa Ratzinger e seu sócio Sarah querem se opor ao atual pontífice, por manter (a todo custo) o celibato dos padres, tanto Ratzinger, como aqueles que concordam com ele nesse assunto, devem ter sempre muito presente que a Fé e a Tradição secular da Igreja nos ensina que o pensamento e o critério de governo, que eles defendem, não pode se opor ao critério fundamental da fé e da unidade da Igreja", escreve o teólogo espanhol José María Castillo, em artigo publicado por Religión Digital, 13-01-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Eis o artigo.

Me causa uma tristeza profunda a notícia da iminente publicação de um livro em que o papa emérito Joseph Ratzinger e outro clérigo importante, como o cardeal Robert Sarah, enfrentem o atual Sumo Pontífice da Igreja, o papa Francisco. O motivo do enfrentamento é o tema do celibato dos padres que, segundo parece, na opinião do papa renunciado, a Igreja tem que manter como obrigação necessária, ainda que os cristãos da Amazônia não possam ter padres que presidam a missa para aquelas pessoas e não possam ajudar aqueles cristãos em assuntos para os quais a própria Igreja exige a presença de um padre.

Se, efetivamente, é certo que o papa Ratzinger e seu sócio Sarah querem se opor ao atual pontífice, por manter (a todo custo) o celibato dos padres, tanto Ratzinger, como aqueles que concordam com ele nesse assunto, devem ter sempre muito presente que a Fé e a Tradição secular da Igreja nos ensina que o pensamento e o critério de governo, que eles defendem, não pode se opor ao critério fundamental da fé e da unidade da Igreja, que inclui essencialmente a comunhão com o Vigário de Cristo na Terra, o bispo de Roma. Assim definiu, como questão de “fé divina e católica” o Concílio Vaticano I (Constituição “Dei Filius”, cap. 3. Denz – Hün, nº 3011; Constituição “Pastor aeternus”, cap. 3º, Denz – Hün, nº 3060).

Por isso é incompreensível que quem destituiu tantos teólogos, por não se submeterem incondicionalmente ao magistério papal, como foi o caso do cardeal Ratzinger, enquanto esteve no cargo de Prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, agora seja o mesmo que se opõe ao papa Francisco, em um assunto que não afeta a fé da Igreja.

Efetivamente, é de suma importância ter presente que o tema e a obrigatoriedade do celibato eclesiástico não tenha sido nunca, e não é neste momento, um dogma de fé. Nem sequer é um dever universal da Igreja. Já que nas Igrejas Orientais nunca se manteve, nem se mantém, a obrigatoriedade do celibato eclesiástico.

Ademais, a autoridade eclesiástica deveria ter sempre presente que, nos diversos escritos do Novo Testamento, se mantém exatamente a doutrina oposta a atual norma do celibato sacerdotal. Segundo os Evangelhos, Jesus não o impôs aos seus apóstolos. São Paulo, afirma que ele, como os demais apóstolos, tinham “direito” (“postedade” – exousia) para serem acompanhados por uma mulher cristã (1Cor 9, 5). E nas cartas a Timóteo e a Tito afirma-se que os candidatos ao ministério eclesiástico, inclusive ao episcopado, devem ser homens casados com uma mulher, que saibam governar sua família, porque “quem não sabe governar sua própria casa, como vai cuidar da Igreja de Deus?” (cf. 1Tim 3, 2-5; Tit 1, 6).

Ainda mais, sabe-se que inclusive no Concílio Ecumênico de Niceia, o bispo Pafnucio, da Tebaida Superior, celibatário e venerado confessor da fé, gritou diante da assembleia “que não se deveria impor aos homens consagrados esse pesado fardo, dizendo que é também digno de honra o ato matrimonial e o próprio matrimônio é imaculado; e que não geraria danos à Igreja exagerando na severidade; porque nem todos podem suportar a asthesis da ‘apatheia’, nem se proveria equitativamente a temperança de suas respectivas esposas” (Sócrates, Hist. Eccl., I, XI, p. 67, 101-104).

É evidente que não se pode privar os cristãos dos sacramentos, sobretudo da eucaristia, por manter uma disciplina cujas origens foram uma evidente contradição com o que nos ensina o Novo Testamento.

Finalmente, se é que, efetivamente, as ideias de um Papa renunciado enfrentam ao único Sumo Pontífice, que atualmente governa a Igreja, essa própria Igreja tem que se perguntar seriamente e tirar as devidas consequências do significado e as consequências que se pode ter – e está tendo – a presença, no próprio Estado do Vaticano, de um bispo que foi Sumo Pontífice, porém que já não é mais. Quando ocorre a possibilidade de falar sobre “dois papas” e dar origem a situações de confusão e divisões na Igreja, não seria necessário e até urgente que o Papa renunciado morasse em outro lugar?

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fonte: http://www.ihu.unisinos.br/595585-e-incompreensivel-que-quem-destituiu-teologos-por-nao-se-submeterem-ao-magisterio-papal-seja-agora-quem-se-opoe-ao-papa-afirma-jose-maria-castillo


Ratzinger usado pelos anti-Francisco e o papel de Georg

Vaticano em boa-fé tentou reduzir a mal-entendido o caso do livro de dupla assinatura do cardeal africano Robert Sarah e do pontífice emérito Joseph Ratzinger, com que eles pedem ao papa Francisco que impeça o sacerdócio aos casados, após que o recente sínodo dos bispos tratou do assunto para a AmazôniaSarah havia conseguido uma série de anotações de RatzingerRatzinger as havia fornecido sem estar ciente de estar escrevendo um livro inteiro junto com Sarah. Assim, Ratzinger, através de Monsenhor Ganswein, retirou o nome da capa com dupla assinatura e também com duplo retrato.

A reportagem é de Carlo Tecce, publicada por Il Fatto Quotidiano, 15-01-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

No entanto, Sarah mostrou indignado as cartas timbradas com “Bento” para demonstrar que ela havia envolvido Ratzinger e depois concedeu uma correção ao seu livro Da profundeza do nosso coração, não mais definido a quatro mãos, mas com uma contribuição de Ratzinger. Um joguinho de detalhes que deve ser considerado necessário, mesmo que vão. Porque o episódio, cristalino em sua obscuridade, tem como protagonistas os dois papas, já em si uma exceção extraordinária à rigidez estrutural da Igreja; um cardeal com um robusto séquito (ou apoio) entre os católicos de direita, que para simplificar definimos conservador e monsenhor Georg Ganswein, o bispo alemão que desde sempre é o secretário particular de Ratzinger e ainda não tem uma posição bem definida entre funcionário do pontífice na ativa e assistente do pontífice que renunciou. O sínodo inspirado por Francisco não removeu o vínculo de celibato para os sacerdotes, mas previu soluções especiais para situações especiais como a Amazônia: "Propomos estabelecer critérios e disposições por parte da autoridade competente para ordenar sacerdotes homens idôneos e reconhecidos da comunidade, que tenham um diaconato, podendo ter uma família legitimamente constituída e estável". O tema pode dividir e as "moções espirituais" alimentam o confronto, porém a distância teológica e política de Robert Sarah e Jorge Mario Bergoglio é ressaltada com uma constância impressionante na multidão de intervenções públicas e esforços editoriais do cardeal que ocupa o cargo de prefeito da Congregação para o Culto DivinoRatzinger já colaborou em um livro de Sarah com uma introdução e o cardeal, com um detalhado comunicado, revelou ontem os contatos entre setembro e novembro com o pontífice emérito que reside no mosteiro do Vaticano. "Obrigado por sua oração pelo sacerdócio nesses tempos difíceis", diz Ratzinger em uma carta de 20 de setembro. Em 12 de outubro, Ratzinger entrega a Sarah "os meus pensamentos sobre o sacerdócio". Em 25 de novembro, agradeceu ao cardeal "a elaboração que fez" e autorizou-o a divulgar o texto "da forma que você programou". O período coincide com os trabalhos de preparação, abertura e fechamento com Francisco justamente do sínodo. Não foi necessário um especialista religioso para avaliar a explosividade do material de Ratzinger. O pontífice emérito, que se move há sete anos em um contexto não disciplinado do ponto de vista canônico, é um idoso de 92 anos que fala com dificuldade, que passa o tempo em uma cadeira de rodas, que não parou de ler e estudar, mesmo quando estava no palácio apostólico. Por sua fragilidade humana, a mesma que o levou ao gesto corajoso e revolucionário da demissão, Ratzinger deve ser protegido para não se tornar um fetiche dos opositores de Bergoglio. Monsenhor Ganswein tem o dever de proteger Ratzinger, o livro de Sarah certamente não é um exemplo de proteção eficaz. Ratzinger não estava ciente das intenções de Sarah, mas a voz de Ratzinger com o mundo é a de Ganswein. Que a produção editorial de Sarah não seja apenas útil para conter o que o cardeal africano chama de "apostasia silenciosa" foi explicado pelo escritor francês Frédéric Martel. Os livros de Sarah são "bombados" por organizações católicas de extrema-direita, especialmente estadunidenses, comprados em bloco para serem distribuídos na África, como aconteceu há cinco anos com as 10.000 cópias compradas pelos Cavaleiros de Colombo. A realidade é sem dúvida a série de TV mais emocionante sobre o Vaticano.

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fonte: http://www.ihu.unisinos.br/595650-ratzinger-usado-pelos-anti-francisco-e-o-papel-de-georg

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